A des.ATO – Associação Artística e Cultural, fundada a 12 de fevereiro de 2026, é uma companhia de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, dedicada à promoção das artes junto da infância, criando espetáculos e experiências que unem o teatro e a educação. Pensada a 19 de Novembro de 2023, trabalhamos diariamente, para aproximar a cultura das escolas e das famílias, desenvolvendo projetos que estimulam a criatividade, a imaginação e o pensamento crítico das crianças. Em parceria com a LeYa Educação, reforçamos a ligação entre a expressão artística e os conteúdos pedagógicos, contribuindo para uma aprendizagem mais envolvente e significativa.
Desato vem de desatar, desfazer o nó, como quem abre o pensamento a novas ideias e projetos. Pode também ser entendido como “des-ato”, como se estivéssemos a desfazer o ato (no sentido teatral), quebrando o formato mais tradicional do teatro. O ponto entre “des” e “ATO” está escrito, mas não é dito. Tal como no teatro, em que a figura do ponto existia mas não era visível e que antigamente era usada e atualmente já não. Ao mesmo tempo, lembra que o ator nem sempre segue à risca a pontuação na sua interpretação.
A nossa missão é promover o acesso às artes e à cultura para diferentes públicos, mas com especial enfoque nas crianças, através de espetáculos, workshops e experiências culturais, dentro e fora das escolas, que estimulem a criatividade, a expressão e o pensamento crítico.
Hélder Sousa (n. Vila Nova de Gaia) iniciou a sua formação dramática em 2014, ao integrar a Formação Contínua em Teatro da Associação Plebeus Avintenses, sob a direção de Daniela Gonçalves, Pedro Miguel Dias e Luís Trigo, formação que conclui em 2023. Paralelamente, frequentou diversos workshops, entre os quais O Jogo Teatral (Waquilla Oliveira), Trabalho de Ator (Nuno Loureiro) e Representação para Câmara/Publicidade (Rui Santos – Escola Vozes em ConSerto, Lisboa).
Inicia o seu percurso profissional em 2021, integrando produções de teatro educativo dirigidas a alunos do 2.º e 3.º ciclos, como Auto da Barca do Inferno, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Adamastor, Leandro, Rei de Helíria e Os Piratas. Em 2024 estreia os espetáculos Tio Fontaine, Água e Era Uma Vez…, dirigidos ao público pré-escolar.
Em 2022 começa a colaborar com a empresa Miúdos com Pinta, trabalhando como animador infantil em festas de aniversário. No ano seguinte, funda a sua própria companhia de teatro, a des.ATO, onde escreve, encena e interpreta espetáculos para bebés e crianças.
Em 2024 participa ainda em produções coproduzidas pelas editoras Porto Editora e Areal, destinadas ao 5.º e 6.º anos, nas disciplinas de Português (Príncipe Nabo) e Inglês (Fing, Gangsta Granny e Harry Potter and the Philosopher’s Stone), numa coprodução da Mala na Mão, com encenação de Hugo Silva.
É também dobrador e locutor de conteúdos educativos para a LEYA Editora, destacando-se textos como Auto da Barca do Inferno, A Palavra Mágica e Uma Aventura no Coração de África, em colaboração com os estúdios Play e SoundTrap Production.
Desde 2024 é professor de teatro no Grupo Mérito Dramático Avintense, onde trabalha com a turma juvenil, encenando espetáculos como Mudam-se os Tempos (a partir de Os Piratas, de Manuel António Pina) e No Dia Seguinte Ninguém Morreu (a partir de As Intermitências da Morte). Com a turma de adultos encena Restos de Vida, a partir de Restos, de Bernardo Santareno, espetáculo distinguido com o Prémio de Melhor Encenação no 38.º FETAV.
Colabora, desde 2023, com a Academia Cultural Musical de Avintes como encenador dos espetáculos de final de ano, entre os quais O Corcunda – O Musical (2023), Um Musical no Fundo do Mar (a partir de A Pequena Sereia, 2024) e A Lâmpada Mágica – O Musical (a partir de Aladdin, 2025).
O seu percurso revela uma dedicação contínua ao teatro para a infância e juventude, tanto na criação artística como na vertente pedagógica e educativa.
Sara Cunha (n. Vila Nova de Gaia) estudou Tecnologias e Sistemas de Informação no Colégio de Gaia, frequentou o curso TESP de Contabilidade e Fiscalidade para PMEs e licenciou-se em Gestão Financeira e Fiscal na Atlantic Business School.
Iniciou a sua formação artística em 2021, ao ingressar, durante um ano letivo, na Academia Pedro Sousa de Gaia, integrando aulas de 5 estilos de dança diferentes (dancehall, hip hop, hip hop coreografia, fusion e african dance roots) com direção de Sónia Vieira, Pedro Silva, Carolina Sousa, Ana Borges e António Silva.
Paralelamente, durante o mesmo ano letivo, frequentou o curso Os segredos do Cantar, na Voz em Construção, sob a direção de Wagner Barbosa.
De setembro a dezembro de 2021, frequentou o curso de Decoração de Interiores, pela Global Business Network.
Em 2022 integrou o elenco da associação de teatro Grupo Mérito Dramático Avintense, tendo participado em espetáculos teatrais, tais como: O Pai Natal desistiu e agora?, Restos de Vida, Na Tal Garagem, A ameaça do duende sombrio, A cor do Natal e Inferno. Foi ainda dirigente da mesma associação durante o biénio 2023-2025.
Em 2023 inscreveu-se na Escola de Música de Canidelo, frequentando aulas de canto particulares e em coro até aos dias de hoje. Desde esse ano, já cantou em diversas galas e eventos de carácter festivo (celebrações do 25 de abril, concertos de Natal, Encontro de Coros, entre outras apresentações pontuais).
No mesmo ano fundou a sua companhia de teatro a des.ATO, onde interpreta espetáculos para bebés e crianças, bem como elabora os cenários e figurinos dos mesmos.
Desde do início da sua vida adulta trabalhou: no Espaço Atlantico Formação Financeira SA como Téncica Administrativa; na Anselmo Cunha Unip. Lda enquanto Téncica Operacional; na Inácio Viagens e Turismo como Agente de Viagens e Assistente de Viagens nas excursões organizadas pela empresa; no Trofa Saúde de Gaia enquanto Técnica Comercial e Faturação.
Em 2024 conquistou o 4º lugar na gala anual do Gaia é Fado, representando a freguesia de Vilar de Andorinho.
O seu percurso profissional aliado ao percurso artístico, representam uma mais valia para a elaboração de projetos na des.ATO, quer do ponto de vista administrativo, quer do ponto de vista cultural.